Curso 2018


Local: Auditório Curitiba: Rua Marechal Deodoro, 857
Centro | 80.060-010 | Curitiba – Pr

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    ENCONTROS AOS SÁBADOS

    1º ENCONTRO DE CADA MÓDULO: 9:00-18:00

    2º ENCONTRO DE CADA MÓDULO: 9:00-16:00

    DOIS PALESTRANTES EM CADA ENCONTRO

 

 

Nossa GRADE CURRICULAR está completa! Com aulas teóricas e práticas, abordaremos assuntos recentes
e relevantes, proporcionando muito conhecimento e dinamismo!

 

 

 

SELECIONAMOS PROFISSIONAIS COM EXPERIÊNCIAS TEÓRICAS E PRÁTICAS PARA TRANSMITIREM
SEUS CONHECIMENTOS DURANTE ESSE PROCESSO DE APRENDIZAGEM!

 

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  • A inscrição só será confirmada após a comprovação do pagamento da matrícula
  • Em caso de desistência ao longo do curso, o cancelamento somente poderá ser realizado mediante solicitação por email para contato@stepsterapia.com.br
  • No caso de desistência, o valor devolvido será proporcional ao período de participação do curso.

Comportamento de substituição

Para eliminar qualquer problema de comportamento, o passo essencial é ensinar e reforçar a maneira apropriada de se acessar aquilo que se deseja. E, mesmo que você saiba exatamente o que a criança quer, evitando que ela tenha “aquele” comportamento inadequado, saiba: a comunicação é a melhor forma, inclusive a mais fácil, de acessar reforçadores. É muito importante nos certificarmos que estamos dando o máximo para substituir comportamentos inadequados por maneiras de se comunicar funcionais.

O comportamento-problema não resulta em uma forma saudável de comunicação, gerando estresse e inadequação social. Por outro lado, quando o comportamento de substituição (comunicativo) resulta em reforço, seu aluno/filho não terá mais necessidade do comportamento-problema. Além disso, ensinar e reforçar um comportamento de substituição tornará a sua intervenção bem sucedida mais rapidamente.

Tais comportamentos-problema possivelmente, no passado, resultou em algo incrível; ou seja, foi reforçado pela atenção, evitou uma tarefa de trabalho, escapou de uma demanda ou ganhou acesso a um item. Uma vez que você trabalha na remoção dessa conseqüência ( ou seja, com o comportamento-problema a criança não irá mais obter nada), em paralelo, você precisa substituí-lo pois, você não removeu a vontade desse reforçador.

A criança ainda quer atenção ou uma pausa no trabalho, etc, então, agora, você precisa dar-lhes uma maneira apropriada de obter esse mesmo resultado – usando o comportamento de substituição!

Toda vez que o comportamento de substituição ocorre – lembre-se de reforçar exageradamente. Se você sentir que está fornecendo muito reforço, você provavelmente estará no caminho certo. Muito é o melhor, nesse caso. Mas não se preocupe: você poderá esvanecer tanto reforço mais tarde, a medida em que tal comportamento adequado for se instalando.

Você quer mostrar ao seu aluno/filho que este comportamento de substituição incrível que você ensinou, é imensa e surpreendentemente melhor do que o comportamento problemático que ele costumava se engajar para ter acesso aos reforços.

Um comportamento de substituição pode ser qualquer tipo de comportamento positivo e apropriado que você ensina a seu aluno/filho, que dará acesso ao reforço, no lugar de comportamentos inadequados.

“O comportamento de substituição deve ser mais fácil e mais eficaz do que o comportamento problema!”

Pense em ajudas visuais, cartões de sinalização e scripts simples para ajudar a fazer com que o comportamento de substituição seja algo que seu filho pode prontamente fazer! Assim, logo ele “economizará” sua própria energia escolhendo por si só essa nova forma de dizer “eu quero” ou “eu não quero isso…”

 

Veja o texto original, em inglês, aqui: http://theautismhelper.com/all-about-the-replacement-behavior/

Não conseguir X Não querer

Hoje selecionamos um material para traduzir para vocês! O texto fala sobre a diferença entre o nosso aluno não conseguir realizar uma tarefa e não querer realizar uma tarefa. Qual será a diferença? Confere abaixo!

As vezes podemos esquecer, mas é importante lembrar que todo comportamento é comunicação. Todo comportamento está nos dizendo algo e, se pudermos descobrir o que é, teremos uma chance muito melhor de saber como diminuí-lo. Ao olhar para comportamentos inadequados que possivelmente são mantidos por fuga e/ou esquiva, uma questão útil pode ser perguntar a si mesmo: esse aluno não consegue fazer a tarefa ou esse aluno não quer fazer a tarefa? Existe uma diferença significativa nesses tipos de comportamentos.

“Não conseguir”

“Não conseguir” não significa apenas que o programa é muito difícil. Algo sobre o meio ambiente, as demandas verbais ou os eventos internos podem estar causando que a tarefa seja muito difícil. O aluno pode estar distraído e incapaz de se concentrar. O aluno pode não se sentir bem ou cansado demais ou com fome. Todos esses componentes podem fazer com que o aluno “não consiga” realizar a tarefa. Eu posso completar uma página de problemas de matemática de forma rápida e fácil em uma sala silenciosa, mas seria muito mais difícil completar esses mesmos problemas de matemática enquanto o alarme de incêndio estiver tocando e eu tiver uma enxaqueca. Lembre-se de como as experiências sensoriais dos nossos alunos podem aumentar ou diminuir os eventos ambientais. Portanto, certifique-se de considerar toda a situação.

 

“Não querer”

Se você acha que seu aluno sempre irá realizar a tarefa só porque ele está usando algum tipo de economia de ficha ou por que está utilizando algum esquema de reforço, pense mais um pouco. Lembre-se de que os reforçadores mudam. É igual quando uma nova música sai e você escuta sem parar. Depois de duas semanas ouvindo aquela música repetidamente, você enjoa da música. Nossos alunos são da mesma maneira, o mesmo aplicativo do iPad, a mesma mola ou o mesmo chocolate pode não estar funcionando como um reforçador. Então, pode estar na hora de fazer algumas avaliações de preferências.

 

Confere o texto original em inglês aqui: http://theautismhelper.com/cant-wont-approaching-problem-behaviors-systematically/

Autismo X Apraxia

 

Nós da Steps revisamos alguns artigos para passar para vocês maiores informações a respeito desse tema. Pode-se dizer, de forma geral, que a Apraxia de Fala na Infância é um distúrbio motor que afeta a habilidade da criança em produzir e dar sequência aos sons da fala da forma esperada para sua faixa etária. A criança com apraxia tem ideia do que quer comunicar, mas seu cérebro falha ao planejar e programar a sequência de movimentos ou gestos motores da mandíbula, dos lábios e da língua para produzir sons e formar sílabas, palavras e frases.

Muitas famílias passam a se questionar sobre a diferença entre o autismo e a apraxia. A verdade é que nem toda dificuldade no desenvolvimento da fala é apraxia. Acontece que existem diferenças sutis entre os dois diagnósticos, por isso, é preciso entender mais sobre cada caso.

No TEA um aspecto comum é a dificuldade ou atraso no desenvolvimento da fala. Já na apraxia, a criança mostra compreensão da linguagem, mas tem dificuldade em se expressar de maneira correta. Assim, a criança parece não conseguir reproduzir aquilo que pretendia comunicar, pois existe uma falha no planejamento motor para que a fala ocorra no tempo e ordem certa.

É de extrema importância que um fonoaudiólogo com experiência em desenvolvimento da fala e linguagem em crianças, sobretudo experiente com o diagnóstico de Apraxia da Fala na Infância, seja consultado.

 

 

Referência

https://www.researchgate.net/profile/Thais_Souza8/publication/262496951_Acquired_and_developmental_apraxia_of_speech_similarities_and_differences/links/53f87ea80cf2823e5bdbe23a.pdf

Intervenção Precoce

Hoje vamos falar sobre a intervenção precoce. Você sabia que nos primeiros anos de vida, há uma maior plasticidade neuronal? Nessa etapa o cérebro produz muito mais neurônios e conexões sinápticas, o que significa que a criança tem mais potencial para se desenvolver em todas as áreas. De acordo com Lovaas (1987), quanto mais jovem a criança for, maior a probabilidade de que a aprendizagem seja generalizada. A intervenção comportamental intensiva para crianças pequenas pode produzir grandes ganhos no desenvolvimento social, cognitivo, motor e linguístico.

Em um modelo de intervenção precoce, as crianças são atendidas por 15-20 horas semanais. Nessas sessões elas são ensinadas com base em suas próprias necessidades individuais. Sessões ocorrem em configurações 1 por 1 ou em grupo, em situações mais naturais e em ambientes mais estruturados, e com terapeutas altamente treinados.

Além disso, é de extrema relevância que avaliações e ajustes sejam feitos de forma contínua em cada programa, atendendo às necessidades da criança. Outro fator importante diz respeito às supervisões. Estes são momentos entre terapeutas e supervisores direcionados à avaliar o desempenho individual das crianças, pois é muito importante que seja avaliada a necessidade de mudanças nos programas e que decisões sejam tomadas sempre com base em dados.

O uso de táticas cientificamente testadas é fundamental. Metas devem ser criadas com significância social e educacional. As estratégias de intervenção devem ser consistentes, revisadas com frequência e com base em dados confiáveis e precisos.

Se o acompanhamento não é criterioso e constante, os processos de ensino se perdem, qualquer maior dificuldade de aprendizagem não é superada e não se têm noções de avanços, perdas ou estagnações.

Os ambientes de ensino devem ser ambientes positivos, onde o uso de procedimentos coercivos deve ser evitado. A criança deve estar motivada à aprender, e mais do que isso: é preciso que esse seja um processo prazeroso, em outras palavras, reforçador!

Sendo assim, os terapeutas devem ter amplo preparo e conhecimento na utilização de treino de tentativas discretas (DTT), ensino incidental, aprendizagem sem erro, treino de fluência, Picture Exchange Communication System (PECS), além de conhecimentos gerais sobre desenvolvimento infantil.

Tais especificidades no trabalho com intervenção precoce só mostra como a equipe responsável pela formulação e atuação com a criança deve ser devidamente capacitada, tanto no quesito experiência quanto no de formação, para efetivo desenvolvimento da criança nos seus mais variados aspectos.

Desenvolvimento Infantil 2-5 anos

Nesse texto continuamos a falar sobre os marcos do desenvolvimento e o que você pode fazer para ajudar no desenvolvimento dos pequenos!

Dois anos
Com dois anos, a criança já é mais hábil em atividades motoras e conseguem construir torres de blocos, chutar uma bola, ficam na ponta do pé, e correm com mais facilidade. Com essa idade elas também já nomeiam imagens em livros e em seu ambiente, passam a se comunicar com mais de uma palavra e já compreendem diversas palavras. Elas já aceitam instruções com mais facilidade, imitam outras pessoas com mais precisão, gostam da companhia de outras crianças, e usam a imaginação para brincar de faz de conta. Elas também já identificam itens, apontando para algo quando solicitado, assim como já sabem separar e categorizar itens por cores e formas.
O que você pode fazer para estimular o desenvolvimento e ajudar seu filho a crescer e aprender?
Continue estimulando e ensinando seu filho. Você pode criar brincadeiras para que seu filho identifique e nomeie animais, partes do corpo e outros itens comuns do dia-a-dia. Encoraja seu filho a falar a palavra do item que deseja ao invés de apontar para o item. Você pode dar uma ajuda verbal e dizer o som inicial da palavra, como “bo” para seu filho dizer “bolacha”. Gradativamente retire essa ajuda para que seu filho não fique dependente da sua ajuda e possa realizar pedidos de forma espontânea. Incentive a criança à brincar! Ajude ela a completar quebra cabeças simples de encaixe. Nomeie cada peça conforme for encaixando. Encoraja seu filho a brincar no parquinho, correr, subir e descer o escorregador.

Três anos
Com três anos as habilidades já começam a ficar mais refinadas. As crianças já conseguem colocar e retirar a roupa com pouca assistência, já seguem instruções de dois ` três passos, sabem manusear brinquedos mecânicos e tampas de rosquear e conseguem achar figuras e objetos idênticos (pareamento). Com essa idade, elas também já nomeiam diversos itens, sabem dizer o nome e a idade, usam frases simples para se comunicar, fazem uso de pronomes e às vezes utilizam alguns plurais. As crianças também já conseguem expressar suas emoções, demonstrando afeto por amigos.
O que você pode fazer para estimular o desenvolvimento e ajudar seu filho a crescer e aprender?
Marque encontros com os coleguinhas e leve seu filho em parquinhos para ele ter oportunidades de interação social. Incentive que ele brinque com outras crianças! Defina regras e limites para seu filho, e seja contingente! Dê elogios para o seguimento das regras e comportamentos adequados! Trabalhe seguimento de instruções de dois a três passos, como “vá na cozinha e pegue seu copo”, ou “pegue o papel e jogue no lixo”. Brinque com seu filho de contar objetos, como bolinhas, dedinhos, bichinhos de pelúcia, ou qualquer outro item de interesse!

Quatro anos
Com quatro anos as crianças já cooperam com outras crianças, como na hora de dividir brinquedos. Elas começam a copiar algumas letras, já demonstram mais criatividade no brincar de faz de conta, compreendem conceitos de tempo, de igual e diferente, e nomeiam algumas cores. As crianças também já cantam musiquinhas que já ouviram, já falam o primeiro nome e o sobrenome, utilizam frases de quatro a cinco palavras e a linguagem usada já é clara o suficiente para ser compreendida por outras pessoas. Com essa idade as crianças também já contam histórias e ao escutar uma história, conseguem lembrar de partes e contar o que aconteceu quando alguém perguntar.
O que você pode fazer para estimular o desenvolvimento e ajudar seu filho a crescer e aprender?
Quando brincar com seu filho de faz de conta, estimule a criatividade, contando histórias e fazendo perguntas. Após ler uma história, faça perguntas e peça para seu filho te dizer o que aconteceu. Brinque também de revezar a vez e dividir brinquedos. Faça ele esperar a vez dele enquanto o outro está brincando. Deixe seu filho ter a liberdade de escolher algumas coisas. Dê duas ou três opções para ele e pergunte o que ele quer vestir ou com o que quer brincar. Ao falar com a criança, use palavras como “primeiro” “depois” e “por último”, isso estimulará e ensinará o conceito de tempo. Você pode também contar uma pequena história e perguntar “o que aconteceu primeiro?”.

Cinco anos
Aos cinco anos, é comum a criança querer ser igual a seus amigos e colegas, além de gostar de cantar, dançar, e fingir que é outra pessoa. Mesmo gostando de fingir que é outra pessoa, a criança já sabe diferenciar a realidade da fantasia. Com essa idade a criança tende a seguir e cooperar com regras com mais facilidade, já sabe desenhar uma pessoa e copia formas geométricas. A criança demonstra maior independência, como usar um garfo e colher e usa o banheiro sem assistência. Ela também já nomeia pelo menos quatro cores, conta dez ou mais itens, se comunica com frases de cinco palavras ou mais e conta histórias mais longas e com mais detalhes.
O que você pode fazer para estimular o desenvolvimento e ajudar seu filho a crescer e aprender?
Continue a levar seu filho para encontros com outras crianças. Também estimule e motive atividades mais físicas, como andar de bicicleta e subir em barras de macaco no parquinho. Dê brinquedos que seu filho aprenda a montar peças, como o engenheiro ou blocos de construção. Enquanto lê uma história, além de perguntar o que aconteceu, pede para o seu filho dizer o que ele acha que vai acontecer depois. Motive seu filho a ler, peça para ele contar uma história relacionada com as imagens do livro. Com essa idade você também já pode começar a ensinar informações de segurança, como endereço e telefone.

Caso perceba que a criança não está se desenvolvendo dentro do que é esperado para a sua faixa etária, entre em contato conosco que poderemos te auxiliar no processo de investigação e avaliação.

Confira nossa publicação anterior sobre o desenvolvimento infantil até os doze meses.

Referência:
https://www.cdc.gov/ncbddd/actearly/milestones/index.html (Center for Disease Control and Prevention)

 

Desenvolvimento Infantil até 1 ano

Se você está preocupado com o desenvolvimento do seu filho, procure informações e assistência. É muito comum escutarmos que “ele só demora um pouco mais”, “ele só é tímido” ou “cada um tem seu tempo para falar”. Sim, isso é verdade para algumas crianças, mas não para todas. 1 em cada 160 crianças no mundo nascem com autismo. Pesquisas apontam que a intervenção precoce impacta de forma positiva o desenvolvimento infantil. A seguir apresentaremos alguns marcos do desenvolvimento conforme a idade e o que vocês podem fazer para ajudar no desenvolvimento do seu filho.

 Quatro meses
Com 4 meses, o bebê já começa a demonstrar interesse ao olhar para rostos, além de reconhecer rostos e itens familiares. O bebê também já consegue rastrear objetos em movimento e mover a cabeça em direção a sons. O bebê começa a sorrir ao olhar para as pessoas e ao ouvir vozes familiares. Em relação ao desenvolvimento motor, o bebê já começa a manter a cabeça firme e já consegue empurrar as pernas para baixo quando os pés estão em uma superfície dura. Ele também começa a rolar de barriga, levar as mãos para a boca, e segurar e chacoalhar brinquedos.
O que você pode fazer para estimular o desenvolvimento e ajudar seu filho a crescer e aprender?
Ao segurar o seu bebê, sorria para ele e fala com ele. Se o seu filho produzir algum som, demonstre felicidade e copiei o som! Estabeleça rotinas para o bebê dormir e se alimentar. Tenha momentos mais calmos e silenciosos, como cantar e ler para o seu bebê. Dê brinquedos apropriados à idade, como chocalhos, e ajude ele a segurar os brinquedos. Forneça oportunidades para o bebê tentar alcançar brinquedos e explorar o ambiente ao seu redor. Dê suporte para o seu bebê ficar em pé com os pés no chão!

Sete meses
Nessa idade as crianças começam a sentar sem apoio e aprendem a rolar para ficar de barriga para cima, passam para a posição de bruços, e vice-versa. É um dos primeiros passos para a locomoção. O rastreamento visual também evolui, os bebês já começam a se engajar em brincadeiras que exigem o contato visual, como “cadê o nenê?”, começam a procurar objetos escondidos e os exploram com a boca e as mãos. Em relação à linguagem, o bebê também já começa a balbuciar uma sequência de sons, assim como usar a voz para demonstrar alegria ou descontentamento.
O que você pode fazer para estimular o desenvolvimento e ajudar seu filho a crescer e aprender?
Estimule o bebe a explorar os objetos ao seu redor, comece então a passar objetos de uma mão para a outra, para que tenha contato com as formas, às texturas e os tamanhos. Motive seu filho mostrando as coisas que tem ao redor, leia para o bebê, mostre as imagens, sempre as nomeando. Quando for entregar algo a ele comece a nomear os itens que for dar para o seu bebê, por exemplo, dizer “água” ao entregar a água. Brinque com seu bebe no chão e o motive a alcançar um brinquedo mais distante ou de ficar mais perto de você.

Um ano
Com um aninho, a criança já balbucia com entonação, começa a imitar sons, tenta imitar palavras e começa a usar palavras simples, como “mama” (mãe/mamãe) e “papa” (pai, papai). As habilidades sociais da criança também vão evoluindo. Elas já olham para a pessoa quando são chamadas pelo nome e se interessam por brincadeiras sociais. Algumas crianças também já entendem a palavra “não”. Com um ano, as crianças imitam gestos e gostam de imitar outras pessoas. Elas já usam alguns gestos simples como o apontar e dar tchau. Com um ano já há maior facilidade em encontrar objetos escondidos. Se antes a criança explorava objetos apenas com a mão e a boca, agora ela já explora de diferentes formas, usando os outros sentidos.
O que você pode fazer para estimular o desenvolvimento e ajudar seu filho a crescer e aprender?
É importante que a criança receba atenção e elogios para comportamentos adequados. Ao se deparar com um comportamento inadequado, diga “não” – não grite ou dê longas explicações. Passe mais tempo incentivando comportamentos adequados ao invés de punindo comportamentos inadequados. As crianças precisam de estimulação. Deixe a criança explorar objetos como instrumentos musicas que produz sons. Leia para o seu filho, peça para que ele vire as páginas e nomeie as imagens. Complete as palavras do seu filho se ele tentar nomear algo. Por exemplo, se ele ver um pato no livro e dizer “to”, você pode dizer “sim, é um PATO! Que legal!” Outra forma de estimular e aumentar o repertório de linguagem do seu filho é pedindo para que ele identifique as partes do corpo. Você pode tornar isso uma brincadeira, por exemplo “vou pegar o NARIZ do Joãozinho” e em seguida pedir para ele apontar o próprio nariz. Você pode também usar musiquinhas com ações, como “se você está feliz, bate o pé”.

Caso perceba que a criança não está se desenvolvendo dentro do que é esperado para a sua faixa etária, entre em contato conosco que poderemos te auxiliar no processo de investigação e avaliação.

Na próxima publicação falaremos mais sobre o desenvolvimento infantil dos dois aos cinco anos.

Referência:
https://www.cdc.gov/ncbddd/actearly/milestones/index.html (Center for Disease Control and Prevention)